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Ronaldo Scotti.

5 pilares para uma cultura de autonomia

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Nos últimos meses aqui no Orbit passamos de apenas eu e o Serge fazendo tudo para contarmos com uma equipe fantástica e multidisciplinar - já totalizando 6 pessoas.

E esse movimento me fez pensar muito sobre cultura. Porque quanto mais crescemos, mais difícil fica de se corrigir uma cultura que começa da forma errada.

Mas qual seria a forma certa? Acredito que não exista uma resposta absoluta para isso, mas um bom começo é pelos princípios pessoais de quem tem a responsabilidade de ditar o ritmo do negócio.

E um dos meus princípios de vida é a liberdade. Acredito piamente que um indivíduo com liberdade pode contribuir muito mais com a sociedade, e acredito que o mesmo é válido em uma empresa.

Estudando sobre o assunto, encontrei o conceito das Organizações Teal de Frederic Laloux (que vale um texto aqui futuramente), mas o que mais fez sentido para mim até o momento foram esses 5 pilares citados por David Cancel, CEO da Drift:

Os 5 pilares

  1. Foco no cliente: O time precisa se comprometer em passar tempo com clientes, incentivando eles a usarem o produto. O time não tenta se safar dessa responsabilidade por estar “ocupado”, pois sabe que entender e entregar valor para o cliente é o melhor uso que podem fazer do seu tempo.

  2. Responsabilidade: este é o ponto onde as pessoas mais erram - eu incluso. De nada adianta ter um modelo de autonomia com pouca ou nenhuma responsabilidade embutida. Autonomia sem responsabilidade é anarquia - não autonomia. Cada pessoa precisa ser pessoalmente responsável por suas decisões para poder ter autonomia para trabalhar. Apontar o dedo e inventar desculpas destroem a autonomia.

  3. Transparência: Seja transparente por padrão. Cada pessoa e equipe precisa exagerar na comunicação de seus objetivos, desempenho, ideias e preocupações. Como líderes de um negócio, também cabe a nós compartilhar tudo (números, financeiro, metas atingidas ou não) com a equipe. Transparência gera confiança.

  4. Abordagem iterativa: Ser focado no cliente não significa que você está focado apenas em criar novas features. Os clientes também valorizam pequenas melhorias. Isso mostra aos clientes que você está ouvindo eles e fazendo alterações levando em conta o seu feedback. Não interprete o fato de ser orientado no cliente como criar todas as features que o seu cliente pede.

  5. Propriedade: é fundamental que haja um proprietário claro ou pelo menos um responsável por tudo. A maioria das empresas se engana e regride a um modelo de "pool" em que ninguém tem propriedade clara sobre nada, e por consequência, as pessoas acabam duplicando esforços quando tentam adotar uma estrutura mais horizontal.

A criação e evolução da cultura de uma empresa é um trabalho diário, que não pode ser negligenciado. Uma empresa com a cultura bem definida produz mais, entrega mais valor para o cliente, e, principalmente, tem pessoas felizes trabalhando nela.

Tudo que é realmente grande e inspirador é criado pelo indivíduo que pode trabalhar em liberdade - Albert Einstein

P.S. Essas são algumas das leituras que fiz sobre cultura recentemente

Reinventando as Organizações - Frederic Laloux - [Livro]

Motivação 3.0 - Daniel H. Pink [Livro]

Building an autonomous culture - David Cancel - [Newsletter]


Imagem de capa por Thiago Cardoso - Unsplash


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